O expurgo do capeta

Assim como um criou Adão e Eva, do barro e da costela (até hoje não entendi bem isso… sou ogro… se alguém transformasse uma costela em algo maior na minha frente eu comia a porra toda), mais tarde um outro, sujeito ruim, daqueles asquerosos, ao contrário do primeiro, que criou, consumiu Repolho e Feijoada, enquanto curtia um samba regado a muita cerveja e caipirinha, coisa que na casa do primeiro não tem.

Deu ruim, como dizem. A massaroca de repolho, feijoada, amendoim, cerveja, refrigerante (pá suprí a glicose), batata frita, azeitona e o bolovo (bolinho de carne com um ovo cozido tuchado no meio, para quem não conhece) com molho de Bhut Jolokia (pimenta do mal, boa demais) que comeu antes disso tudo não caiu bem. O coisa ruim começou a passar mal e suar… sangue e lava vulcânica (afinal, é o tenebroso… depois da pimenta) em bicas. Suas entranhas resmungavam como uma manada de leões zumbis famintos por cabeças humanas.

Então ele correu. Foi para a casinha (ou casa do cagalho), uivou três vezes, grunhiu duas, arrotou cinco, soltou uma bufa de tremer galáxia e criou uma massa parecida com argila, mas azeda e podre, que utilizou para criar cópias corrompidas e presumivelmente nojentas dos humanos originais. Nascia, assim, da bunda do maligno, a corja que receberia a missão de se infiltrar na sociedade, se multiplicar e apodrecer tudo enquanto infecta pessoas inicialmente saudáveis para que, com o apoio dessas mentes enfraquecidas, se espalhe mais rapidamente o fedor de suas ideias e dos resultados (geralmente esterco… muito esterco) de suas ações.

Rapidamente a corja percebeu os benefícios que teria se dominasse a política e atacou, quase que eliminando por completo as mentes saudáveis dessas atribuições. Criou inúmeros instrumentos de controle sobre as populações de cada canto do mundo e distorceu a maioria dos conceitos que tínhamos sobre sociedades através da inserção de ideias tóxicas, como uma infusão de bosta seca em água quente.

Só podia dar merda. Com a nossa nova visão de mundo (uma espécie de bunda gigante girando no espaço, em homenagem a origem de nossos novos ideais), universalizamos a inhaca. Fizemos algumas guerras, inventamos a putaria, entupimos o mundo com pessoas que não nos preocupamos em educar e defumamos a atmosfera.

Mas, como somos muito espertos, sabemos que ferramos com tudo e por isso resolvemos que precisamos fugir daqui para que possamos espalhar nossas lindas ações por outros solos. Afinal, foi com muita luta que chegamos até aqui e é com muito orgulho que pretendemos mostrar ao resto do universo que somos o mais azedo e pútrido expurgo do capeta.

Talvez encontremos, no caminho, alguma outra civilização que nos acolha e permita que a infiltremos usando de nossa aparente graciosidade. Afinal, mesmo quando fedemos fezes demoníacas… fabricamos maravilhosos perfumes.

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