Os “novos tempos”

Nokia 3310, Tamagotchi, Mega Drive, “Nintendinho”, Master System… você pode achar que estou voltando no tempo, mas estou falando do agora. É… do agora! Talvez o próximo grande invento seja um televisor de tubo de raios catódicos ou, quem sabe, um rolo de madeira para abrir massas.

Correndo o risco de parecer saudosista, afirmo: os anos 90 estavam muito mais interessantes, sério. Basta voltar ao passado para lembrar que qualquer material impresso que te ensinava a criar o primeiro jogo trazia um desafio assustadoramente maior que os enfrentados pelos criadores de pelo menos 90% dos jogos atuais. Até os protetores de telas eram mais interessantes.

Naquela época costumavam dizer: crie algo que até mesmo um idiota possa usar e somente idiotas usarão. E assim chegamos em 2017 com o mundo dominado por sistemas operacionais que consomem recursos dos computadores ao invés de disponibiliza-los, aplicações que dependem de clusters com poder de processamento incalculável e memória invejável para executarem as mesmas tarefas que míseros 8088 executavam com maestria e jogos mais idiotizantes e repetitivos que replay de partidas de damas.

Comparação tecnológica demais? Então pense no seguinte: antigamente o mundo tinha Aristóteles e Platão, hoje tem Bial e Kataguiri. Nosso Genghis Khan é o Trump e nosso Buda é o Lula. Eloquência morre nas páginas de Caldas Aulete enquanto até mesmo a Medicina se curva ao imenso poder da Indústria Farmacêutica.

EN-TRE-TE-NI-MEN-TO! Entretenimento e CON-TRO-LE!

Drogue a sociedade e tenha um mundo entorpecido e facilmente manipulável. Alimente os já crescidos com sabores do passado para que não prejudiquem o futuro planejado. Idiotize os novatos os fazendo acreditar que são a salvação dos antigos demônios que destruíram o planeta e a sociedade sem que percebam que estão somente acelerando a destruição com suas cápsulas de Nespresso e seus celulares descartáveis que custam as vidas daqueles que os sustentam. E proteja suas posses fazendo com que estes acreditem que o único objetivo da vida é “curtir” e ser feliz enquanto nem mesmo percebem que o preço da água potável continuará a subir enquanto seus dejetos carregados de antibióticos são cuidadosamente depositados no rio mais próximo.

Entretenimento, controle e DIS-SI-MU-LA-ÇÃO!

Faça com que o cansaço mental e o excesso de informações divergentes forcem polarizações ideológicas. E assim, quem sabe, talvez cheguemos em 2020 ainda mais idiotas do que já conseguimos nos tornar.

Questionar não é opção, é necessidade.

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Talvez você

Muitas pessoas nem mesmo imaginam que há, nesse mundo, alguns tipos diferentes de pessoas. Muitos nem mesmo prestam atenção ao próprio redor para que possam perceber.

A maioria está preocupada com os próprios narizes, passando suas vidas tentando juntar bens que os façam sentir completos ou se enganando sobre serem prioritários, mais fortes, espertos ou inteligentes que os demais. Muitos até mesmo acreditam ser mais “evoluídos”. Mas o fato é que a grande maioria está zangada ou desiludida… e é isso, não o resto do citado, que incomoda e torna muito difícil as vidas de pessoas de um grupo específico, os chamados “empatas”, pessoas capazes de compartilhar algo muito mais profundo que a mera fisicalidade da existência a qual nos aprisionamos.

Os empatas sentem… tudo e todos… e entendem coisas sobre a própria humanidade que nem mesmo adianta tentar explicar aos dormentes que vivem cegamente alienados a tudo (sistemas e arquétipos) nesse mundo… percebem não somente os movimentos ou atitudes, mas sim as intenções que os geram e sustentam. E costumam discordar de quase tudo no que os demais acreditam, pois sabem que tudo não passa de um enorme conjunto de mentiras.

Talvez você seja um destes, mas talvez nem mesmo imagine o inferno que pode ser a vida de um empata em meio a tantas ideias e sentimentos ruins que se espalham cada vez mais rapidamente pelo mundo. E talvez nem mesmo se dê conta do fato de que os empatas estão “acordando” as pessoas para que possam sentir e entender o mesmo que eles, mesmo que não em plenitude, para que a humanidade possa encontrar novamente a própria essência.

Talvez você seja um destes. Talvez tenha sido ou esteja sendo acordado. Ou talvez ainda precise abrir a mente.

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