Descontento

Nos últimos dias comecei a insistir em dúvidas a respeito dos caminhos disponíveis e dos selecionados pela grande maioria dos membros de uma triste instituição chamada sociedade que vergonhosamente ouso caracterizar como “nossa”.

Ora! “Nossa” é nada, visto que sou somente mais graveto que ameaça, sem efeito, bloquear a rotação de uma das engrenagens desse grande erro.

Não é um erro a sociedade, o é a definição que temos de humanidade, assim como nossos conjuntos de valores baseados em unidade.

Até, a um amigo, proferi comentário sobre meros parágrafos já serem chamados de “textões” e outro sobre a validade das informações que hoje recebemos em doses homeopáticas.

Penso em escrever livros, mas não teria leitores… eu sei. Não faria João matar Maria para angariar leitores ou jogaria com a imagem de Hitler sendo duvidada em hipotéticas terapias com algum grande nome da Psicoterapia. Escreveria, sim, sobre como falhamos e nos enganamos.

Já pensei em resgatar textos do “mente de mente” que sei que quase ninguém compreendeu, mas aí estaria eu mesmo insistindo nos próprios erros, algo que infelizmente hoje é confundido com “persistência”.

Ora! “Persistência” é nada! Palavra pessimamente definida mas que, em síntese, se resume a permanência, marcação de passo, inércia. Não persisto num objetivo pois esse está distante, persisto na busca ou criação de meios para alcança-lo. Muito óbvio, eu sei. Tão óbvio, talvez, que desvia o mundo da necessária avaliação de seus objetivos, algo que exige mais esforço mental e menos físico.

E é aí onde nasce meu descontento: acabamos obrigados a viver em um mundo onde a grande maioria dos feitos exigiram mais esforço físico do que mental e continuamos “persistindo” (veja bem) nesse modus operandi. O resultado é o visível: vivemos nivelando o intelecto pela média fazendo com que a mediana sofra quedas expressivas. A Matemática é simples… o efeito é cíclico.

Com a palavra agora estão os idiotas, fazendo idiotices para que outros idiotas os idolatrem. As ciências viraram espetáculos de bizarrices circenses e as argumentações tornaram-se generalizadamente emocionais. O povo bebeu muito Flúor!

Enfim… de qualquer forma ainda não é o fim.

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